quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Encontrei o amor perdido...

Meu filho disse um dia que os adultos (hoje ele tem 19 anos) sempre que escrevem usam muitas reticências... Preciso admitir que sim.
Motivos à parte, uso as benditas de forma regular e até exagerada, uma vez que considero a entrelinha da vida, uma eterna reticência.
Mas vamos ao que interessa!
No luto que me improvisei das escritas no blog, posso afirmar que o Garmin teve um bom pingo de culpa nisso tudo. Sou sistemática e metódica e na época em que comprei o bendito, ele me ajudou a deixar essa linha tênue de ignorância quase que afiada como uma faca.
Tudo era tempo, volume de treino, estatísticas, estatística e mais estatísticas.
Adorava! E isso me deixava apta a produzir + conteúdo e + adrenalina.
O Garmin foi pifando aos poucos... numa forma lenta de despedida, ora funcionava, ora não... ( e lá vem as reticências).
Assim se passaram bons dois anos na insistência heroica em organizar meus treinos pelo dispositivo.
Fui desapegando... (olha as reticências de novo) E ele nunca mais ligou, rasgou a pulseira e então o guardei para sempre.
De uns bons tempos pra cá, venho subindo cada vez mais na esteira, e cada vez mais cedo. E consigo aliar amor e ódio numa combinação perfeita entre um ligar e desligar automático da passadera.
Mas faltava a chama desse amor para acender a paixão das estatísticas em minha veia. E não é que encontrei o amor perdido num app de smartphone?
Sim, fissurada pelas estatísticas, cores e troféus do novo brinquedinho, senti surgir  aquela vibração quase infantil dos tempos em que escrevia tudo no caderninho.
Coisa boa!

Sobre sábado à noite :-)




domingo, 18 de outubro de 2015

MARATONA DA CAIXA DE PORTO ALEGRE - 17 DE OUTUBRO


Ontem corri a Rústica Farroupilha, que fazia parte do evento da Maratona da Caixa de Porto Alegre.
Dois anos depois de participar da última prova de rua, me joguei feliz e determinada a apenas me divertir pelas bandas da Beira Rio.
E foi exatamente isso que eu fiz, corri feliz e solta, num compasso perfeito entre corpo e alma... Uma alma lavada que me fez lembrar o quanto curto fazer isso.
Larguei no meio da galera e senti na pele e nas emoções a vontade que eu estava de correr a passos largos em direção à largada.
Passei o pórtico emocionada, numa menção à tudo que estou passando nesses últimos anos em relação à mãe.
Mas logo me tornei aquela mesma alemoa obstinada que estava visivilmente focada.
Queria concluir bem, sem neura, mas num tempo justo.
E consegui.
Fechei em 52' e ainda fiz a incrível façanha de ficar em terceiro na categoria que estava correndo pela primeira vez | 40-44 e em 24 na geral :-)

CATEGORIA: F - 10KM - 40 A 44 ANOS FEMININO
    1 01313 SÍLVIA GONÇALVES            F  00:48:34  12,354   R.A.RUNNERS - 
    2 00883 CLAUDETE COSTA MACHADO      F  00:50:55  11,784   VELOZ ASSESSORIA        
    3 01211 INGRID RAMBO SCOPEL         F  00:52:06  11,516   AVULSO
 
ORDEM NRO.  NOME                       SEXO  TEMPO   EQUIPE/PATROCINADOR 
24    01211 INGRID RAMBO SCOPEL         F   00:52:06 AVULSO 

Tem um videozinho da chegada que o Ernani fez, e que achei bem fofo.

video


Beijos, Ingrid!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Próxima largada...

Depois de muito correr e pouco planejar, dia 17 de outubro vou encarar os 10K na Maratona Noturna aqui de Porto Alegre. Se pensar muito são menos de 8 dias e nada de treino específico, apenas uma louca vontade de me divertir novamente pelas bandas do Guaíba.
Aproveitando, vou correr pela primeira vez a categoria 40-44 ( porque já sou enta e ainda não fiz o debut!). A quem interessar possa, segue o link da inscrição:

http://www.sportpass.com.br/Maratona-Caixa-do-Rio-Grande-do-Sul

Tem distância para todos os viventes :-)

Beijos,







terça-feira, 6 de outubro de 2015

Ela é um FREERUN


Depois de um longo tempo sem escrever, me vejo teclando a ponto de ouvir as palavras antes mesmo de organizá-las. Existe um motivo para a ausência que me mira de frente a cada dia e a todo instante.
Mas vou deixar isso nas linhas matutinas e vespertinas da vida...
De qualquer forma ontem eu li um tweet da grande Helena Vidal que não saiu do meu pensamento...
Ela é um FREERUN - que nada mais é a definição da alma de uma corredora que ama mais a corrida como estilo de vida do que como esporte, apesar de um estar tecnicamente ligado ao outro. Correr assim trouxe um sentido diferente.
Como ela mesmo disse, é uma fórmula que  trouxe leveza e que permite ir além.
Depois de uma troca de mensagens ( algo que não é muito comum para uma corredora caverna como eu) tive a sensação de realmente poder fazer parte dessa corrente.
É uma alma lavada a cada corrida, seja curta, longa, na esteira ou na rua, a sensação é mutante.
Tento não misturar as coisas, mas é inevitável não falar do Alzheimer da mãe, uma vez que tudo gira em torno dos cuidados com ela.  É fato que os treinos, as tranças ao vento e as declarações incessantes por aqui foram diminuindo e se transformando a medida que a doença foi tomando mais e mais nosso dia a dia. E nesse tempo todo sem postar, não deixei de correr, mas me joguei mais na esteira do que na rua, mas corri... como um FREERUN.
Sim, a Helena me salvou de uma culpa estúpida sobre não ser uma corredora de verdade. Por não manter um índice melhor a cada ano que passava e de não bater minhas metas e melhores tempos.
Porque escrever e postar fotos é apenas um ato (as vezes falho) dentro do processo todo que é escolher o esporte para a vida toda.
Comecei a correr aos 34 anos e hoje já estou com 40. Tanta coisa mudou...
No começo escrevia meus treinos num caderninho com o tipo de terreno, temperatura, tempo e distância percorrida. Anotava e somava tudo meticulosamente. Depois de um bom tempo, comprei um Garmin Forerunner. Me diverti muito nessa fase, que foi a mais competitiva. Baixei tempos, fiz percursos incríveis que ficaram registrados e curti um momento in dentro do processo da corrida de rua. Mas o Garmin já não existe mais. Tentei de tudo para salvar a pulseira e conseguir uma assistência pro bichinho, mas foi em vão. Nesse hiato apenas corri, e me desfiz de neuras adquiridas pela processo competitivo que havia me colocado ( internamente, claro).
Hoje sou, graças a Helena, um FREERUN.
Corro por mim,  pela  felicidade, pela exaustão do dia a dia, pela escolha , pela leveza da alma.
Pra dizer a verdade, corro porque me torno melhor, mais fácil de conviver e a sensatez que preciso para encarar tudo vem desses momentos reais comigo mesmo.
Helena, nem sei como te agradecer!